Para onde vamos?

A clareza é o sol da língua, já dizia Monteiro Lobato. Frequentemente esperamos o aluno apresentar um resultado para então tomar decisões didáticas. O ensino de música eficiente implica em uma aula com direção clara e objetivos bem definidos. Isso quer dizer que o professor não pode simplesmente reagir a cada situação como se o direcionamento viesse a partir das circunstâncias. Deve haver uma condução com direcionamento claro.

Ter objetivos claros não é só uma postura adequada para a aula de música, mas uma postura em relação à vida. Sem direcionamento, nossas ações tendem ao caos e o caos traz desconforto mental. Um ambiente educacional com objetivos claros, se torna mais previsível, diminuindo a ansiedade do aluno. Mas sobretudo, permite que o próprio professor tenha uma direção a que seguir.

Além de ter objetivos claros em cada aula, é interessante ter objetivos de longo prazo, onde cada aula se torna um passo na direção desses objetivos. Para isso é necessário que cada aula se conecte à anterior e à posterior. Uma forma de promover essa conexão é através da revisão. Se a aula se inicia com a revisão, ela resgata os conteúdos anteriores facilitando a assimilação de novos conteúdos.

Aula 10

Outro ponto que facilita a aula é a consistência. Uma experiência educacional em música se torna mais efetiva com consistência. Se o professor tem um comportamento instável, a aula tende a perder o rendimento justamente por criar um ambiente de imprevisibilidade. Para esses casos, vale a sabedoria popular: mais vale a constância do que a impetuosidade.

Ter objetivos claros, consistência e revisão tornam a aula de música muito mais coerente, promovendo um estado mental de cooperação entre professor e aluno. O clima se torna mais agradável, facilitando a assimilação do conteúdo. Ser professor é mais do que transmitir conteúdos aleatoriamente. É oferecer aos alunos um direcionamento com clareza e intenção.